segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Amor nada romântico

Domingo a noite, nada na televisão.
Errado.
O programa Café Filosófico, televisionado pela tevê cultura, é sensacional e ontem veio bem a calhar.
Uma psicanalista falando sobre as relações humanas e o amor.

Falou-se sobre como o amor era visto antigamente, nas épocas das perucas brancas e das carroças, e de como ele é hoje.

O amor era, em suma, acompanhado por tragédias, casos impossíveis, e era aí que morava a beleza dessas histórias.
Hoje, segundo a psicanalista, o amor deve ser inventado por cada um de nós, porque os padrões se perderam. Não se sabe se foi na "transição" entre Shakespeare e Paulo Coelho, mas mudou.

Reflexões de domingo a noite sobre a vida e as relações, e vindas não das palavras de Pedro Bial para seus "heróis", mas através dos questionamentos mais profundos da psique humana.

Sou eternamente romântica, a moda antiga mesmo, que acredita além do amor, no amor ao próximo, no respeito e no companheirismo.

Se temos que inventar o sentimento amor, que pelo menos seja sem o final infeliz.

(dedicado a tia Elin, que acompanha quietinha meus devaneios)

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